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Gravidez na Adolescência: No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes,três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia

sábado, 22 de maio de 2010

Falta serviço de apoio a vítimas de abusos, indica IBGE

O País alcançou ampla cobertura de política de assistência social, mas ainda oferece poucos serviços especializados para pessoas que tiveram seus direitos violados - como abrigos para vítimas de maus tratos, abandono e abuso sexual, por exemplo. Somente 2,7% dos 5.565 municípios relataram oferecer o serviço de acolhimento para mulheres. Os dados são do suplemento Assistência Social da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic 2009), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada hoje. As informações foram dadas pelas próprias prefeituras.

A pesquisa mostra que os abrigos para mulheres estão concentrados nas cidades com mais de 100 mil habitantes - é o caso de 74 dos 130 que existem em todo o País. A Munic 2009 revelou ainda que menos de um quarto dos municípios (24,5%) têm abrigos para crianças e adolescentes. Idosos têm o serviço de acolhimento em um quinto dos municípios (20,6%) - ambos os públicos estão mais protegidos do que as mulheres por conta do Estatuto da Criança e Adolescente e do Idoso. Mesmo para problemas mais visíveis para a sociedade, como é o caso de moradores de rua, a oferta é pequena: somente 5,2% das cidades têm serviço de acolhimento para a população de rua e 4,7% trabalham com albergues.

"É muito recente no Brasil que o Estado tenha política para as mulheres e uma rede de serviço de proteção contra a violência. Assinamos, no fim de abril, convênio com a Secretaria Especial de Políticas das Mulheres para capacitar profissionais que atuam nos centros de referência de assistência social", afirmou a ministra de Desenvolvimento Social, Márcia Lopes. Ela afirmou ainda que o ministério tem incentivado serviço regionais, como forma de ampliar a oferta de abrigos.

Política de assistência

A pesquisa mostra que a política de assistência social atinge 99,9% dos municípios - somente Barão de Antonina (SP), Fama (MG), Monte Belo do Sul (RS) e Rio do Antônio (BA) declararam não possuir estrutura. Comparando-se com os dados de 2005, quando foi feita a última avaliação sobre o tema, subiu de 59% para 70,1% os municípios com secretaria exclusiva para tratar do assunto.

Mas há falhas no acompanhamento dos programas - dois terços dos municípios (62,9%) declararam não supervisionar o serviços executados por organizações não governamentais que têm convênios com a prefeitura, e mais de um terço das cidades (32,4%) não têm comitê de controle social do Bolsa Família, organismo responsável pela fiscalização do programa de transferência de renda do governo federal.

Ainda de acordo com a Munic 2009, houve acréscimo de 30,7% do pessoal ocupado no setor de assistência social - passou de 139.549 para 182.436, entre 2005 e 2009 -, com ligeira melhora na escolaridade desses funcionários. Mas o aumento da escolaridade mais visível ocorreu entre os gestores. Em 2005, 6,8% dos gestores nem sequer tinha completado o ensino fundamental. Esse índice caiu para 4,1%. Na outra ponta, aqueles com nível superior passaram de 52% para 59%.

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